Paraná reforça alerta sobre o tétano e destaca importância da vacinação
- 29/04/2026
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A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná reforçou o alerta à população sobre os riscos do tétano, uma doença não transmissível que ainda apresenta registros no Estado. A principal forma de prevenção é a vacinação, disponível gratuitamente nas unidades do Sistema Único de Saúde.
O tétano é causado por uma bactéria presente no solo, poeira e fezes de animais. A infecção ocorre quando os esporos entram no organismo por meio de ferimentos, cortes, perfurações, queimaduras ou lesões provocadas por objetos contaminados. A doença afeta o sistema nervoso, podendo causar rigidez muscular intensa e dificuldade respiratória.
Dados da Sesa indicam uma redução gradual na incidência ao longo dos últimos anos. Em 2017, foram registrados 23 casos no Paraná. Entre 2018 e 2019, houve estabilidade, com 17 ocorrências anuais. Já em 2024 e 2025, o Estado atingiu o menor patamar recente, com 10 casos confirmados em cada ano.
O número de mortes também apresentou queda. Entre 2016 e 2019, os óbitos variaram entre cinco e 11 por ano. A partir de 2020, os registros começaram a diminuir, chegando a dois óbitos em 2024 e 2025.
De acordo com o secretário estadual da Saúde, César Neves, a vacinação segue sendo essencial. “Mesmo sendo uma doença evitável, ainda registramos casos e mortes no Paraná, o que reforça a importância de manter a carteira de vacinação atualizada ao longo da vida”, afirmou.
O esquema vacinal prevê três doses da vacina pentavalente na infância, com reforços da DTP aos 15 meses e aos 4 anos. Após esse ciclo, a recomendação é uma dose de reforço a cada dez anos com a vacina dupla adulto (dT). Gestantes também devem seguir protocolo específico, com aplicação da dTpa em cada gestação, preferencialmente a partir da 20ª semana.
A meta do Ministério da Saúde é atingir 95% de cobertura vacinal. Em 2025, o Paraná registrou 94,15% na pentavalente, enquanto o reforço com a DTP ficou em 86,51% e a vacinação de gestantes atingiu 85,21%.
A orientação das autoridades é que, em caso de ferimentos — especialmente em ambientes com maior risco de contaminação, como áreas rurais e canteiros de obras —, a população procure imediatamente uma unidade de saúde. Profissionais da agricultura, construção civil e idosos devem redobrar a atenção, já que podem estar com o esquema vacinal desatualizado.
Fonte:Portal da Cidade











