A Prefeitura de Porto União afirmou nesta segunda-feira (18) que não existe determinação de retirada forçada das famílias que vivem na região do Morro da Cruz, mas confirmou preocupação com os riscos geológicos e estruturais apontados por laudos técnicos da Defesa Civil, engenheiros e geólogos.

  • 19/05/2026
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A Prefeitura de Porto União afirmou nesta segunda-feira (18) que não existe determinação de retirada forçada das famílias que vivem na região do Morro da Cruz, mas confirmou preocupação com os riscos geológicos e estruturais apontados por laudos técnicos da Defesa Civil, engenheiros e geólogos.

Durante entrevista coletiva, o prefeito Juliano Hassan explicou que os estudos identificaram pontos considerados vulneráveis a deslizamentos, especialmente diante das previsões de chuvas intensas para os próximos meses. Segundo a administração municipal, cerca de 12 famílias aproximadamente 60 pessoas vivem atualmente na área monitorada.

De acordo com o município, foram apresentadas alternativas temporárias às famílias, como aluguel social e possibilidade de construção de moradias no próprio morro, desde que haja autorização ambiental e jurídica.

A prefeitura informou que promoveu reuniões com os moradores para apresentar os laudos técnicos e discutir medidas preventivas. Conforme o prefeito, a proposta inicial prevê retirada temporária voluntária das famílias localizadas nos pontos considerados mais críticos. Até o momento, apenas uma família teria aceitado deixar o local.

“Nossa preocupação é a segurança dessas famílias”, afirmou o prefeito durante a coletiva.

A gestão municipal também negou informações divulgadas nas redes sociais sobre remoções compulsórias ou transferência dos moradores para bairros afastados. Segundo a prefeitura, todas as reuniões ocorreram com acompanhamento jurídico e foram registradas em vídeo.

Outro ponto destacado pela administração é que parte do Morro da Cruz está situada em Área de Preservação Permanente (APP), o que limita intervenções urbanas e ampliações sem autorização dos órgãos ambientais competentes.

A situação ocorre paralelamente às obras do complexo turístico do Morro da Cruz, empreendimento iniciado na gestão anterior e que inclui estruturas como tirolesa e funicular. O prefeito afirmou que o projeto enfrentou entraves ambientais, fundiários e jurídicos, incluindo a necessidade de adequações após identificação de área privada utilizada sem autorização formal.

Segundo a prefeitura, as obras possuem licenciamento ambiental emitido desde 2022 e não interferem diretamente nas residências ocupadas atualmente pelos moradores.

Durante a coletiva, o prefeito também comentou sobre a existência de paleotocas galerias subterrâneas atribuídas a animais pré-históricos na região.
Conforme a administração, a descoberta provocou atrasos de cerca de 15 meses no cronograma da obra devido à necessidade de licenciamento ambiental específico.

Além da situação do Morro da Cruz, a prefeitura informou que trabalha na atualização do plano de contingência para enchentes e eventos climáticos extremos. A proposta inclui ações integradas entre Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, assistência social, saúde e demais secretarias municipais.

Segundo o prefeito, o município pretende realizar reuniões públicas nos próximos meses para apresentar o plano à comunidade e ampliar o mapeamento de áreas de risco em diferentes pontos da cidade.

A coletiva também ocorreu no mesmo dia em que o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, assinou decreto que estabelece estado de alerta climático em todo o território catarinense.

A prefeitura afirmou que poderá decretar situação de emergência ou calamidade pública caso os critérios legais sejam atingidos, especialmente diante de novos episódios de enchentes ou interrupções de serviços essenciais.
Fonte:Portal da Cidade


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